Casulo

Mais um poeta morto, Laura. Mais um corpo suspenso. As palavras interrompidas na traqueia. Um tiro na cabeça, foi assim. Vazio, vazio. Morrer é tão simples. Morrer é tão fácil. Existir é tentar andar com grilhões de cem quilos nos pés. Existir é tão duro. Me encolho como crisálida nos lençóis, pronta para me tornarContinuar lendo “Casulo”

Por que eu escrevo?

Eu evitei essa pergunta muitas vezes, porque sabia que, para respondê-la, eu teria de retornar ao âmago da infância. Eu sempre li muito. Minha história é também a história dos livros que li: não consigo me lembrar de mim sem um livro na mão. Dentro da infância também houve o silêncio. Um silêncio enorme. AosContinuar lendo “Por que eu escrevo?”

Não escrever seria morrer

Anna Tsvell. Thirst. 2020. Minhas anotações entremeiam meus pensamentos para o mundo. Eu queria que meus pensamentos fossem a tinta que escorre da caneta para o papel, mas não são. O pensamento é qualquer coisa possível só dentro de mim. Eu amo esta palavra: impossível. Eu moro perto da estação de trem e a formaContinuar lendo “Não escrever seria morrer”

OS QUEBRA-CABEÇAS DE VLADIMIR NABOKOV: Por que as referências em Lolita importam?

Recentemente foram veiculadas notícias sobre um caso real que supostamente teria inspirado Nabokov a escrever Lolita: o sequestro da jovem Florence Sally Horner, em 1948. Citada explicitamente uma única vez ao longo do romance, Sally teria mesmo sido a grande inspiração do autor? “I just like composing riddles with elegant solutions” disse Vladimir Nabokov em umaContinuar lendo “OS QUEBRA-CABEÇAS DE VLADIMIR NABOKOV: Por que as referências em Lolita importam?”