Adio o momento de escrever

Adio o momento de escrever. Escrevo dentro de mim (pensamentos às vezes escrevem). As palavras no papel precisam esperar essa coisa qualquer germinar primeiro aqui dentro, minha terra úmida de palavras. A palavra é uma pedra. É duro chegar ao âmago do sentido, entender o que ela precisa dizer, criar. Não é estranho que aContinuar lendo “Adio o momento de escrever”

Vladimir Nabokov — A biography of European years

Son of Vladimir Dmitrievich Nabokov, a liberal politician, and Elena Ivanovna, Vladimir Vladimirovich Nabokov was a novelist, poet and lepidopterologist who was born on April 23rd, 1899, in St. Petersburg, Russia. The oldest of five children in an aristocratic family, the young Nabokov learned and spoke three languages at home — English, French and Russian. HeContinuar lendo “Vladimir Nabokov — A biography of European years”

Voltei a pensar que quero morrer

Balthus, Coffee cup Todo dia sinto uma corrente elétrica de ansiedade percorre as articulações. Todo dia a respiração é difícil e a angústia torna insuportável o sustentar do meu corpo. Corpo que é poeira sustentada por panos, indo e vindo dentro do apartamento. Vou me encolhendo como num casulo de lençóis e travesseiros. Minha camaContinuar lendo “Voltei a pensar que quero morrer”

O tempo é Agora

O tempo é Agora. Instante que se expande em todas as direções. A xícara que se parte e não encontra retorno. Tempo é o Já. O passado é memória, criação nossa. O futuro, Hawkings me disse que existe, mas não sei explicar. Simplesmente é. Não me inclino sobre o que vem. Tudo é imaginação. O queContinuar lendo “O tempo é Agora”

A falta d’O diálogo e seus desdobramentos

Publicado originalmente em thaís escreve:
Acervo Pessoal – Foto publicada no Leia Mulheres Divinópolis – Compre aqui. “O diálogo”, livro de estreia da Luizza Milczanowski, é um romance angustiante sobre trauma, memória e formulação. A partir da morte de Leonardo C., a protagonista da obra se vê imersa em sua própria história, tentando mais…

Você, sem nome

Eles não se conhecem. Dentro da casa, não se conhecem. Quando ela entra, a sala está escura. É dia, mas as cortinas estão cerradas. De pé, ele está encostado na parede mais distante da porta. Nada dizem. Ela se senta na cadeira. Está cansada da viagem longa. Tem sede, mas suas pernas pesam. Teria deContinuar lendo “Você, sem nome”

Como, pai, nasce um poeta?

Como, pai, nasce um poeta? Meu pai foi quem primeiro me ensinou a amar a poesia e a ter os poetas ao redor dos ouvidos. Queria infinitas as histórias murmuradas na boca da infância (escrevi antes de escrever). Achava tão sábios os poetas, como podiam de palavras pequeninas lavrar sentimentos grandes. Mas eu me rebeleiContinuar lendo “Como, pai, nasce um poeta?”

O Diálogo, de Luizza Milczanowski

Publicado originalmente em Michelle das 5 às 7:
Conheci a Luizza como a maioria das pessoas se conhecem hoje: pela Internet. Não sei como começamos a nos seguir, mas logo vieram os likes e alguns comentários. Algum tempo depois ela gentilmente me ofereceu um exemplar de O Diálogo, seu livro de estreia, publicado pela Editora Penalux. Quem…

Ao sair da Rússia

É como se agora, depois de ter vivido a Rússia, pudéssemos quase compartilhar de uma mesma nostalgia – não a mesma Rússia, não a mesma nostalgia. No inverno, presenciei um verão nabokoviano em Rojdestveno, quando as folhas marrons se camuflaram em borboletas a voar no campo seco e com resquícios de neve. Na casa doContinuar lendo “Ao sair da Rússia”